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domingo, 24 de junho de 2012

em 10 suaves prestações (epílogo)


― Então a senhora não sabia? Aquela região é campeã desse tipo de ocorrência, ali, já viu, tem de ficar de olho no gato e na frigideira. Ainda mais, mulher sozinha em carro sem insulfilm... ― o escrivão me atendia com uma, para mim, incompreensível má-vontade; talvez o meu caso estivesse piorando as estatísticas daquela delegacia. ― Trouxe o meu carro... se vocês quiserem dar uma olhada, sei lá, periciar... ― Periciar?! A senhora anda assistindo CSI demais, viu como é que a coisa tava lá na sala de espera? ― o subtexto era claríssimo: com tantos casos piores para dar conta, ocorrências banais se encerram com o preenchimento de um papel. ― Não tem, tipo, um álbum com fotos para reconhecimento? Quer dizer, não é que eu tenha visto grande coisa... ― pela cara que ele fez, percebi que era hora de me retirar. Estava a ponto de desacatar uma autoridade no cumprimento de suas funções, imaginem, sugerir que algo deveria ser feito. Irmanando amigos e autoridades, e até os próprios ladrões, havia um curioso discurso convergente: melhor esquecer, pôr uma pedra em cima do assunto, já que não tinha acontecido “nada” comigo. O dinheiro era o de menos. Bloqueei todos os cartões roubados com facilidade. O problema foi negociar o prejuízo com os bancos; só os dois cartões vinculados a conta corrente e poupança haviam sido usados para saques no valor de quinhentos reais cada. O Santander devolveu-me integralmente a quantia roubada com a apresentação do boletim de ocorrência e o extrato de movimentação. No Banco do Brasil a conversa foi bem outra. ― Olha, se a senhora quiser, dá pra preencher este formulário de solicitação de ressarcimento... mas é política do banco, senhora, precisa quitar o empréstimo primeiro. Um detalhe: os caixas eletrônicos das agências oferecem empréstimos pré-aprovados na tela inicial dos aparelhos; de posse da senha, os seqüestradores contraíram um empréstimo de mil reais que o banco com o nome do meu país agora me dizia que não negociaria comigo. Com a metade que restava na conta (não sacada por exceder o limite diário) paguei o valor roubado, mas os quinhentos residuais seriam descontados em dez parcelas mensais da minha conta corrente. Quem não concorda sempre pode entrar na Justiça. Consultei um amigo advogado que tratou de esvaziar meu balão. ― Difícil ganhar da União. Eles sempre recorrem, em todas as instâncias; no final, você vai ter gasto bem mais do que o valor em questão. Não compensa. Fala-se muito da velocidade com que as relações atualmente vêm se transformando ― a célebre constatação de Marx de que no capitalismo tudo que é sólido se desmancha no ar. Talvez seja mesmo verdade, talvez a sociedade em que vivemos se encontre num processo frenético de financeirização de tudo e de todos. Tudo vira mercadoria e tudo se torna intercambiável. Ali, dentro do carro, eu só queria que a máquina do mundo vomitasse logo o dinheiro que me resgataria do desamparo extremo em que me encontrava. Eu quis ser apenas uma caixinha que eles abrissem, tirassem o que queriam e me deixassem intacta o mais rápido que isso fosse possível. Eu queria ser apenas um número para eles ― e que eles passassem logo para o próximo número. Não queria virar notícia. “A senhora não sabia?”, a frase do escrivão me vem à mente de tempos em tempos. Quanto mais procurava tomar atitudes práticas sobre os fatos, mais ouvia que, pragmaticamente, a melhor coisa a fazer era não fazer coisa nenhuma. Sequer posso tirar o Banco do Brasil da minha vida, porque há cursos, supervisões e grupos de estudo que realizo que só podem me pagar nessa conta. Todas as (poucas) vezes em que ainda utilizo uma caixa eletrônica do BB, olho bem na direção da câmera filmadora que existe sobre a tela de opções e digo: “Vocês sabem mesmo por que estão me espiando?” Tenho um amigo, também psi, que afirma que até as ditaduras são o reflexo da vontade de um povo; para ele, “tudo é desejo”. Não sei. Não desejei para mim o que me aconteceu, nem desejo pra ninguém, aliás. Se algo aprendi com tudo isto, foi que somos submetidos a dois níveis de violência mutuamente dependentes: um, mercadológico, em que a integridade corporal está diretamente em jogo; e o outro, que é a jaula cinzenta e invisível da burocracia. A burocra não é sólida nem se desmancha no ar. A minha é uma história relativamente comum na cidade em que vivo, mas acredito que poderia acontecer na maioria das ruas, cidades e países do mundo. O que chama a atenção é a mania nacional, a compulsão creditícia, a paixão por dividir tudo em vezes no cartão. Em que outro lugar do mundo se poderia pagar um seqüestro em dez suaves prestações?
LER O INÍCIO DA ESTÓRIA EM: http://miradaanterior.blogspot.com/2012/01/em-10-suaves-prestacoes-epilogo.html

MEC define teto de renda máxima de estudantes que podem financiar ensino superior


O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu um limite de renda familiar para os interessados em financiar seus estudos por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O rendimento familiar máximo bruto não poderá ser superior a dez salários mínimos, segundo as regras publicadas nesta quinta-feira (12) no Diário Oficial da União. Não havia critério de renda para que o estudante pudesse contratar o financiamento. Nos casos em que o financiamento custear 75% da mensalidade do curso, a renda familiar mensal do aluno poderá ser de até quinze salários mínimos. Quando o financiamento for de 50% da mensalidade, o limite do rendimento mensal será de até 20 salários mínimos. O programa financia a mensalidade de estudantes em instituições particulares de ensino superior. O aluno só começa a pagar a dívida depois da formatura. O financiamento pode ser solicitado em qualquer etapa do curso por meio do portal do Fies. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são os agentes financeiros do programa. O financiamento estudantil pode ser solicitado em qualquer etapa do curso e em qualquer mês. Desde que as inscrições foram abertas em 31 de janeiro deste ano, cerca de 42.734 contratos foram firmados e cerca de 25 mil estão em fase de preenchimento. Juros anuais de 3,4%, maior prazo de quitação, criação do Fundo de Operações de Crédito Educativo fazem parte das regras que desburocratizaram o Fies em 2010. MODIFICADO DE: http://macroabc.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12052:mec-define-teto-de-renda-maxima-de-estudantes-que-podem-financiar-ensino-superior&catid=81:educa

ECAD AGORA QUER OS BLOGS


Aqueles que acompanham este sujo blog sabem que tenho inúmeras divergências com relação à atuação do ECAD tanto no campo da legalidade como no campo da legitimidade. Sou obrigado a retornar ao tema quando tenho conhecimento de que o ECAD entendeu, da noite para o dia, que a sua atitude de cobrar direitos autorais de blogs que divulgam vídeos postados originalmente no Youtube é legal. Sim prezado(a) leitor(a), além de realizar outras cobranças no mínimo discutíveis, o escritório central de arrecadação e distribuição entendeu que os blogs também devem pagar os direitos autorais de vídeos por entender que tais publicações são iguais a uma execução pública. Para o escritório, é cabível a absurda tese de que se a própria banda quiser divulgar o seu trabalho "de graça" o pagamento deve ser feito.Vale lembrar que, no caso específico, o Google já paga o que é devido. Trata-se de mais uma atitude descabida e, simplesmente, voltada para o interesse econômico. A política de ignorar o direito de acesso à cultura criando obstáculos através da cobrança segue sem limites para os paladinos do entretenimento capitalista. O caso é tão absurdo que o Google Brasil chegou a publicar a seguinte nota: 1- Google e ECAD têm um acordo assinado, mas ele não permite nem endossa o ECAD a cobrar de terceiros por vídeos inseridos do YouTube. Em nossas negociações com o ECAD, tomamos um enorme cuidado para assegurar que nossos usuários poderiam inserir vídeos em seus sites sem interferência ou intimidação por parte do ECAD. Embora reconheçamos que o ECAD possui um papel importante na eventual cobrança de direitos de entidades comerciais, nosso acordo não permite que o ECAD busque coletar pagamentos de usuários do YouTube. 2- O ECAD não pode cobrar por vídeos do YouTube inseridos em sites de terceiros. Na prática, esses sites não hospedam nem transmitem qualquer conteúdo quando associam um vídeo do YouTube em seu site e, por isso, o ato de inserir vídeos oriundos do YouTube não pode ser tratado como “retransmissão”. Como esses sites não estão executando nenhuma música, o ECAD não pode, dentro da lei, coletar qualquer pagamento sobre eles. 3- O ECAD pode legitimamente coletar pagamentos de entidades que promovem execuções musicais públicas na Internet. Porém, o entendimento do ECAD sobre o conceito de “execução pública na Internet” levanta sérias preocupações. Tratar qualquer disponibilidade ou referência a conteúdos online como uma execução pública é uma interpretação equivocada da Lei Brasileira de Direitos Autorais. Mais alarmante é que essa interpretação pode inibir a criatividade e limitar a inovação, além de ameaçar o valioso princípio da liberdade de expressão na internet. É inadmissível que o ECAD siga tal conduta contra o livre acesso à cultura realizado pela internet. Cultura não é mercado! Vale lembrar que o escritório possui um acordo assinado com o Youtube no tocante a cobrança como esclarece a nota da empresa no Brasil. A sociedade precisa ter o esclarecimento sobre a função, a atuação e a necessidade de sua existência. Chega de tergiversação!
MODIFICADO DE: http://midiacaricata.blogspot.com.br/2012/03/ecad-agora-quer-os-blogs.html

Projeto amplia lista de práticas discriminatórias no trabalho


BRASÍLIA (RJ) – A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2893/11, criado no Senado, que amplia a lista de práticas discriminatórias e crimes que deverão ser combatidos durante o processo de admissão e no próprio ambiente de trabalho. A proposta inclui entre as práticas discriminatórias a negativa de contratação de candidato por deficiência física ou por existência de restrição ao crédito. O texto também amplia a relação de crimes por práticas discriminatórias. Entre eles estão: teste para saber da predisposição genética para doenças; exigência de certidão negativa de reclamatório trabalhista; e anotação de desabono na carteira de trabalho e Previdência Social, referente a desempenho profissional ou comportamento, religião, deficiência, entre outros. O projeto altera a Lei 9.029/95, que proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, e outras práticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de trabalho. Autor da proposta, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) lembra que o direito ao trabalho está entre os direitos sociais fundamentais do cidadão. “Garantir esse direito ao trabalhador, por conseguinte, importa em assegurar-lhe existência digna e promover a valorização do trabalho, na qual se funda a ordem econômica e a ordem social”, afirma o parlamentar republicano. O projeto ainda será distribuído às comissões técnicas da Câmara dos Deputados. Fonte: Agência Câmara Publicado no site do PRB
MODIFICADO DE: http://marcelocrivella.com.br/site/2012/02/projeto-amplia-lista-de-praticas-discriminatorias-no-trabalho/

sábado, 23 de junho de 2012

Eles têm muito mais que as iniciais em comum: Vidas Paralelas: Rupert Murdoch E Roberto Marinho


Rupert Murdoch e Roberto Marinho têm muito mais que as iniciais em comum. Ambos perderam o pai cedo, uma tragédia pessoal que, paradoxalmente, acabou por empurrá-los vigorosamente na indústria da mídia. Os dois herdaram, jovens ainda, um jornal, Murdoch em sua Sidney, na Austrália, Marinho no Rio de Janeiro. Isso foi determinante para estabelecer nos dois um amor invencível pelos jornais. Mesmo quando já tinham construído, cada qual do seu jeito, um império de mídia diversificado, o jornal continuaria no centro da atenção dos dois. A língua foi determinante para estabelecer a maior diferença. O inglês facilitou a Murdoch montar um grupo mundial: da Austrália foi para a Inglaterra, nos anos 1960, e acabaria depois incluindo espetacularmente os Estados Unidos no mapa de seus negócios. Sua News Corp, baseada em Nova York, onde Murdoch mora, é dona de marcas como a Fox e o Wall Street Journal. Roberto Marinho, até por não falar inglês, ficou essencialmente restrito ao Brasil até morrer, em 2003, aos 98 anos. Por isso a influência de Murdoch – ainda vivo e ativo, aos 81 anos — é global, e a de Marinho foi nacional. Como típicos barões da imprensa, deixaram sempre evidente que a voz de seus jornais e demais mídias era a deles e de mais ninguém. “Se alguém quer saber minhas opiniões, basta ler os editoriais do Sun”, diz Murdoch. Sun é seu tablóide londrino, um campeão de vendas e de controvérsias. Marinho não disse isso, mas nem precisava: estava patente. Cercaram-se de jornalistas que sabiam que jamais deveriam brilhar tanto a ponto de ofuscar o dono. Quando Murdoch comprou o lendário Times na década de 1960, um passo essencial no seu ganho de poder na Inglaterra, sabia-se que os dias do grande editor Harold Evans no jornal estavam contados. O editor Evandro Carlos de Andrade, que dirigiu o Globo por longos anos e depois o telejornalismo do grupo, fez questão desde o início de deixar claro a Roberto Marinho que era papista. Fazia o que o Papa mandava. Muito mais que o talento, foi esse traço de pragmática servilidade que explicou a duração da carreira de Evandro nas Organizações Globo. Murdoch e Marinho sempre disseram ter em vista, acima de tudo, o interesse público. Mas jamais deixaram de ser objeto de suspeita de que, fora da retórica, colocaram invariavelmente seu interesse pessoal acima de quaisquer outros. Em torno deles se construiu a imagem – exagerada — de homens capazes de fazer ou destruir governos. Ninguém acreditou mais nisso que os politicos no Brasil e na Inglaterra, e por isso adularam Murdoch e Marinho para além da abjeção. Buscavam sempre apoio, o que às vezes receberam – acompanhado, quase sempre, de uma merecida dose de desprezo. No código de etiqueta e de poder de Murdoch e Marinho, competiu sempre aos políticos ir atrás deles, e não o inverso. Roberto Marinho Lutaram, como todos os barões da imprensa, por estabelecer uma dinastia. As chances de êxito de Murdoch, nisso, são pequenas. Três filhos seus – uma mulher e dois homens – já estiveram na condição de herdeiros aparentes. O último deles, James, 39 anos, renunciou a seu posto depois que sua reputação foi destruída no escândalo das escutas ilegais telefônica de um tablóide do grupo, o News of the World. Murdoch tem dois filhos pequenos de Wendi, sua bonita mulher chinesa, mas é difícil imaginar que Murdoch vá estar vivo quando os dois estiverem em condições de tocar uma empresa. Roberto Marinho teve mais sorte aí. Seus três filhos, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, conseguiram até aqui manter o vigor – econômico, pelo menos — da Globo. São discretos, têm noção de suas limitações e, juntos, estabeleceram uma maneira de trabalhar em conjunto com a qual a Globo se manteve competitiva sem Roberto Marinho. Diferentemente do pai, parecem menos interessados em influenciar presidentes e mais focados no negócio em si. Não inovaram, mas já mostraram entender que o futuro é digital e saber que, se a Globo não transferir sua potência para a internet, o declínio é inevitável. Todos os três estão na faixa dos 50 anos, o que significa que a Globo não enfrentará tão cedo um novo teste de troca de geração. Pessoalmente, Murdoch e Marinho compartilharam uma vaidade que os fez claramente ficar incomodados com algumas características físicas. Murdoch durante boa parte da vida tentou esconder a calvície com um penteado em que fios longos eram estrategicamente dispostos de um lado ao outro da cabeça. Apenas recentemente desistiu do expediente. Roberto Marinho não se orgulhava de sua estatura, ampliada por saltos, e de sua tez mulata, na qual passava pó de arroz. Em suas vidas paralelas, Murdoch e Marinho dividiram, acima de tudo, o amor pelo poder, pela influência, pela manipulação – por todas aquelas coisas, enfim, advindas da propriedade de um império de mídia. No DiáriodoCentrodoMundo MODIFICADO DE: http://mariadapenhaneles.blogspot.com.br/2012/04/eles-tem-muito-mais-que-as-iniciais-em.html

O grito do desespero no fundo da covardia


Blogueiros, jornalistas, sindicalistas, opositores políticos, advogados, membros de minorias étnicas ou religiosas, defensores dos direitos humanos, membros de ONGs. O torturador não perdoa ninguém Dos 194 países integrantes das Nações Unidas, cem deles praticam regularmente a tortura, seja como meio para obter informações ou confissões, seja como metodologia para fazer reinar o terror. Síria, Egito, Argélia, Chile, Argentina, Brasil, Cuba, Estados Unidos, França, Espanha, China, Vietnã, índia ou Rússia: não há continente que esteja livre dessa barbárie. Esta é a vergonhosa conclusão do informe “Um mundo de torturadores”, publicado na França pela ONG Ação dos Cristãos Contra a Tortura. O artigo é de Eduardo Febbro. O século XXI segue sendo um mundo de torturadores. Dos 194 Estados integrantes das Nações Unidas, cem deles praticam regularmente a tortura, seja como meio para obter informações ou confissões, seja como metodologia para fazer reinar o terror. Síria, Egito, Argélia, Chile, Argentina, Brasil, Cuba, Estados Unidos, França, Espanha, China, Vietnã, índia ou Rússia: não há continente que esteja livre dessa barbárie. Esta é a vergonhosa conclusão do informe “Um mundo de torturadores”, publicado na França pela organização não-governamental Ação dos Cristãos Contra a Tortura (ACAT). As vítimas das torturas têm uma identidade comum a todos os países: jornalistas, sindicalistas, opositores políticos, advogados, blogueiros, membros de minorias étnicas ou religiosas, defensores dos direitos humanos, membros de ONGs. O retrato apresentado pela ACAT mostra que, ao invés de recuar, a tortura vem se mantendo em níveis altíssimos, apesar da “reconversão” de muitas ditaduras à democracia liberal. Jean-Etienne de Linares, delegado geral da ong ACAT França, destaca que não restam muitas zonas do mundo em relação às quais seja possível ter ilusões: “queremos acreditar que o uso da tortura é uma prática reservada aos regimes autoritários. Mas estes não têm a exclusividade desses crimes e os principais países reconhecidos como democráticos estão longe de ficar isentos de críticas nessa matéria”. FONTE: http://blogmanueldutra.blogspot.com/2011/12/o-grito-do-desespero-no-fundo-da.html

Flávio Dino desiste da Prefeitura de São Luís e elogia adversários de Castelo


Por Hugo Freitas

Em carta divulgada à imprensa, o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB-MA), anunciou oficialmente sua decisão de não disputar o cargo de prefeito de São Luís nas eleições de outubro.

O motivo alegado por Dino foi a morte de seu filho de 13 anos, há 3 meses, "vítima de erros cometidos em um hospital de Brasília", que deixou o comunista e sua família profundamente abalada. "Tenho a obrigação moral de buscar, todos os dias, justiça para meu filho, inclusive para que em todo o Brasil outras crianças sejam salvas da negligência e do descaso", disse.

Em suas derradeiras linhas, Flávio Dino manifestou seu apoio político aos adversários do atual prefeito João Castelo, asseverando "a convicção de que os pré-candidatos Edivaldo Holanda Júnior, Eliziane Gama, Roberto Rocha e Tadeu Palácio, com o apoio de tantas lideranças importantes, como Bira do Pindaré, estarão unidos em torno de ideias novas e de uma forte aliança com o povo".

Confira o conteúdo completo da Carta:

Amigos e amigas, companheiras e companheiros,

Dirijo-me a todos vocês, cidadãos e cidadãs da minha querida cidade, para agradecer as manifestações de carinho diante da tragédia que ocorreu em minha vida, há 3 meses. Como vocês sabem, meu filho de 13 anos morreu vítima de erros ocorridos em um hospital de Brasília, cidade onde atualmente trabalho como presidente da EMBRATUR, ajudando a Presidenta Dilma.

Tenho a obrigação moral de buscar, todos os dias, justiça para meu filho, inclusive para que em todo o Brasil outras crianças sejam salvas da negligência e do descaso. Tenho também que dar especial atenção à minha família, profundamente abalada, como eu naturalmente estou.

Por tudo isso, dirijo-me a vocês para, com humildade e imensa dor, pedir desculpas por não poder concorrer às eleições para o cargo de prefeito de São Luís. Deus tem uma vontade superior e temos que nos curvar diante dos caminhos que Ele determina.

Fico imensamente grato com o apoio ao meu nome para disputar as eleições municipais, expresso na liderança nas pesquisas eleitorais. Sei que esse apoio é, acima de tudo, a um projeto de renovação verdadeira da política maranhense. De todo coração, muito obrigado!

Garanto que jamais me distanciarei do compromisso de ajudar a melhorar nossa cidade, tão castigada e abandonada. Apesar das dificuldades pessoais, na medida do possível estarei presente em todo o Maranhão, combatendo o modelo oligárquico e apresentando propostas que melhorem a vida do nosso povo. Apoiarei de modo claro e firme, em São Luís e em todo o Estado, os candidatos que tenham compromisso com o nosso programa de governo.

Finalizo com uma palavra de esperança: juntos, somos fortes e vamos vencer. Tenho a convicção de que os pré-candidatos Edivaldo Holanda Júnior, Eliziane Gama, Roberto Rocha e Tadeu Palácio, com o apoio de tantas lideranças importantes, como Bira do Pindaré, estarão unidos em torno de ideias novas e de uma forte aliança com o povo. Nem São Luís, nem o Maranhão, têm donos. Eles são de todos nós.

Abraços a todas as famílias, sob a proteção de Deus.

Flávio Dino
FONTE:
http://hugo-freitas.blogspot.com.br/2012/06/flavio-dino-desiste-da-prefeitura-de.html