Total de visualizações de página

domingo, 8 de julho de 2012

tradução como obra autoral


entende-se como autor de tradução a pessoa física que cria uma obra artística, científica ou literária a partir de outra obra, dita originária ou primígena, portadora de direitos de autor. o texto traduzido, oral ou escrito, é definido como "obra derivada" e é portador de todos os direitos morais e patrimoniais previstos em lei para toda e qualquer obra de natureza autoral. NÃO são considerados obras autorais e, portanto, NÃO são portadores de direitos autorais: I - as idéias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos como tais; II - os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou negócios; III - os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de informação, científica ou não, e suas instruções; IV - os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais; V - as informações de uso comum tais como calendários, agendas, cadastros ou legendas; VI - os nomes e títulos isolados; VII - o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras. quando se fala em autoria de tradução, não se está falando apenas na criação de um texto literário derivado e/ou a ser publicado em editora. está-se falando de QUALQUER texto oral ou escrito que tenha uma autoria primígena, isto é, que derive de uma obra portadora de direitos autorais na origem. a distinção entre tradução editorial e tradução não editorial diz respeito às diferenças nas formas de veiculação e/ou nas finalidades de uso, que não afetam absolutamente o caráter autoral ou não autoral da tradução. quanto à distinção entre tradução literária, tradução técnica, tradução comercial, trata-se, evidentemente, de diferenças de CONTEÚDO, não de sua caracterização jurídica como obra autoral ou não autoral. o tradutor de uma obra de medicina ou ciências contábeis é tão autor quanto o tradutor de uma obra poética ou filosófica. quanto à identificação do nome da pessoa física criadora de QUALQUER obra autoral, primígena ou derivada, na publicação, enunciação ou forma de divulgação compatível com o suporte de veiculação da obra, não é uma veleidade: além de ser a indicação de responsabilidade um aspecto importante no exercício do ofício, é um direito líquido e certo, intransferível e inalienável. por outro lado, falar em coautoria entre o autor da obra originária e o autor da obra derivada é um contrassenso e expressa apenas a confusão conceitual em que se encontra quem utiliza o termo. assim é, segundo o que determina a lei 9610/98, e sobre isso não há muito o que discutir. agora, SE e COMO os termos da lei são respeitados, são outros quinhentos.
 FONTE: http://naogostodeplagio.blogspot.com/2011/12/traducao-como-obra-autoral.html

PT vai disputar 6 prefeituras, das 10 maiores cidades do Paraná


Após o término das convenções municipais, que definiram as candidaturas de prefeitos, vices, vereadores e coligações para as eleições 2012, o Diretório Estadual do PT fez um balanço das candidaturas no Paraná. Entre os dez municípios com mais de 100 mil eleitores do Estado, o PT terá candidatura própria em seis, além de um vice. Se forem consideradas as 28 cidades com mais de 50 mil eleitores, o partido será representado por 13 candidatos à prefeito e três vices. “Estes números refletem a organização do partido. Temos candidaturas muito competitivas em todas as regiões e a militância está animada e preparada para a disputa. Acredito que iremos atingir nosso objetivo, que é eleger ao menos 50 prefeitos, sendo três em grandes cidades”, comentou o presidente do PT/PR, deputado Enio Verri. De acordo com Florisvaldo Souza, coordenador do GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral) do PT Paraná, “a presença do PT, em especial nas grandes cidades, mostra o preparo e da força da militância petista no Paraná”. Segundo ele, a disputa eleitoral em todo o Estado será acirrada, tanto nas coligações majoritárias quanto nas proporcionais. Candidaturas – Em Londrina, segundo maior colégio eleitoral do Estado, o PT terá a candidatura da ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes. Na cidade, o partido fará coligação na majoritária com o PPS, PV, PCdoB e PTN. Já em Maringá, o candidato petista será o presidente do PT/PR e deputado Enio Verri. Ele terá o apoio do PDT, PCdoB, PR, PV, PPL, PMDB, PRTB e PSC. Os deputados estaduais Péricles de Mello e Professor Lemos serão os candidatos do partido em Ponta Grossa e Cascavel. No município dos Campos Gerais, a coligação majoritária é composta pelos partidos PR, PEN, PPL, PCdoB, PTN, PTC, PRB, PTB, PTdoB e PSL. Já em Cascavel, Lemos terá a apoio do PMDB, PCdoB, PPL e PRB. Em Guarapuava, Antenor Lima será o candidato do PT, com o apoio do PMDB, PTB e PDC e em Paranaguá o partido terá André Pioli na disputa pela prefeitura. A chapa majoritária no município do litoral é composta pelo PV, PP, DEM, PRB e PPL. No maior colégio eleitoral do Paraná, em Curitiba, o PT terá a advogada Mirian Gonçalves como vice-candidata na chapa de Gustavo Fruet (PDT). Os demais municípios com mais de 50 mil eleitores que terão candidaturas petistas são: Almirante Tamandaré (Dete Pavoni), Apucarana (Beto Preto), Campo Largo (Affonso Guimarães), Castro (Izidro Constantino), Paranavaí (César Alexandre), Pinhais (Luizão Goulart) e Umuarama (Wilson Simões). Apoios - Entre as candidaturas petistas para as eleições de outubro, a do prefeito Luizão, de Pinhais, é a que recebeu o apoio do maior número de partidos. A chapa majoritária pela reeleição de Luizão tem 20 partidos, além do PT: PDT, PMDB,PSC, PP, PTB, PSD, PSB, PPS, DEM, PCdoB, PSL, PV, PTC, PMN, PHS, PTdo B, PRB,PRTB, PSDC e PR. Autor: PT Paraná
 FONTE: http://www.liderancaptpr.com.br/noticias/1/5350/pt-vai-disputar-6-prefeituras-das-10-maiores-cidades-do-parana

QUE POVOS COMEMORAM O ANO NOVO EM OUTRA DATA?


por Fabrício Moreira CHINA Quando - Fim de janeiro ou começo de fevereiro Ano atual - 2010 Os chineses seguem o calendário lunar, elaborado com base no tempo que a Lua leva para dar uma volta em torno da Terra - cerca de 29 dias e 12 horas. Antes da celebração, é tradição limpar a casa para afastar os maus espíritos. À meia-noite da virada, todos comem o guioza, um pastel típico. As festividades duram um mês e incluem desfiles e show pirotécnico JAPÃO Quando - Do dia 1º ao dia 3 de janeiro Ano atual - 2010 O Réveillon nipônico é um pouco adiantado (por causa do fuso horário), mas também é celebrado no dia 1º de janeiro. A diferença é que lá do outro lado do mundo, a festa dura três dias - um superferiado. Na virada, os japoneses costumam comer macarrão, que representa uma vida longa. Também vão a um templo para rezar e pedir boa sorte para o novo ano JUDAÍSMO Quando - 1º dia do mês de Tishrei (meados de setembro) Ano atual - 5771 Tishrei é o nome do primeiro mês do calendário judaico, no qual se comemora o Rosh Hashaná, o Ano-Novo judaico. A data é determinada pelas fases da Lua e é festejada durante dois dias com uma farta refeição. No banquete, carnes ensopadas e doces de frutas e mel, para atrair um ano doce HINDUÍSMO Quando - 1º de março (sul da Índia), 1º de outubro (leste e no centro indiano) e 14 de abril (comunidade tâmil) Ano atual - 2067 A Festa das Luzes, o Réveillon hindu, dura cinco dias. A comemoração incluiu lamparinas, incensos e fogos de artifício para afastar as forças do mal. O Ano-Novo hindu varia entre as regiões da Índia, dependendo do estudo dos astros, e celebra o retorno da deusa da prosperidade, Lakshmi ISLAMISMO Quando - 7 de dezembro Ano atual - 1432 No ano de 622 d.C., Maomé deixa Meca e vai para Medina. A hégira, como o episódio ficou conhecido, determina o início do ano islâmico - ou 1º de Muharram. Durante a celebração, que dura dez dias, são realizados atos de compaixão e jejum. Como utiliza calendário lunar, a virada do ano é comemorada em datas diferentes todos os anos FÉ BAHÁ'Í Quando - Entre 2 e 20 de março Ano atual - 167 A religião, que teve origem na antiga Pérsia (atual Irã), segue um calendário astronômico que tem 19 meses com 19 dias. Em meados de março, os bahá'ís celebram o Ano-Novo. Um período antes da comemoração, eles se purificam espiritualmente e costumam fazer jejum, que só termina quando o Sol se põe - indicando o início do novo ano WICCA Quando - 31 de outubro Ano atual - 2011 Os praticantes da religião neopagã Wicca, difundida a partir da década de 1950, comemoram o fim de um ano e o começo de outro no último dia de outubro. Na data, são realizados rituais em altares para recordar aqueles que já morreram e eliminar as energias negativas. Velas, incensos, maçãs, vinho quente e pratos com abóbora e carne fazem parte da celebração THELEMA Quando - 20 de março Ano atual - IV:xix (ou 4º ciclo desde 1904, mais 19 anos) A corrente celto-xamânica comemora o Ano-Novo no dia 20 de março, ou numa data próxima. A virada coincide com o Banquete pelo Equinócio dos Deuses, época em que o Sol passa de um hemisfério para o outro Pode acreditar O Dia da Mentira surgiu na França, quando o Ano-Novo mudou de 25 de março para 1º de abril e, depois, para 1º de janeiro. Desde então, as pessoas começaram a sacanear uns aos outros FONTE - Departamento de Geodésia da UFRGS; embaixada indiana; Comunidade Bahá'í do Brasil; Dicionário Hebraico-Português (Edusp, 1995); Casa de Bruxa - Universidade Livre Holística; Ordo Templi Orientis Brasil - Ordem do Templo do Leste/Ordem dos Templários Orientais.
MODIFICADO DE: http://militanciaviva.blogspot.com/2011/12/que-povos-comemoram-o-ano-novo-em-outra.html

                                                                   É LEI!
FONTE:http://catasters.tumblr.com/

domingo, 1 de julho de 2012

Memórias do Saque


Há dez anos, a Argentina vivia uma grande revolta popular. O presidente Fernando de la Rúa, eleito em 1999 com promessas de mudanças, apenas dera continuidade à política econômica de seu antecessor, Carlos Menem, que afundava o país em uma grave crise econômica e social. O desemprego e a pobreza aumentavam assustadoramente, e em dezembro de 2001 eram registrados saques a supermercados em diversas cidades. Em resposta, no dia 19 o governo decretou estado de sítio para tentar controlar a situação. O efeito foi oposto: o povo decidiu sair às ruas e desafiar a medida autoritária de um governo a cada dia mais impopular. Batendo panelas (o famoso cacerolazo, ou “panelaço”), em Buenos Aires milhares de pessoas tomaram a Praça de Maio, em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino. No dia seguinte, 20 de dezembro, nem a feroz repressão policial que deixou mais de 30 mortos foi capaz de desocupar a Praça de Maio. Desesperado, De la Rúa chegou a propor que a oposição peronista passasse a integrar um governo de “união nacional”. A proposta foi recusada, e sem apoio político nem popular, o presidente renunciou, deixando a Casa Rosada de helicóptero. Uma boa ideia no dia em que a derrubada de De la Rúa pelo povo completa dez anos é assistir ao documentário “Memórias do Saque” (Memorias del Saqueo), de Fernando Solanas. O filme mostra como se deu o endividamento e o consequente empobrecimento da Argentina – que adotou um programa “anticrise” semelhante ao que hoje é aplicado nas economias europeias mais frágeis como a Grécia, um remédio que apenas piorou a “doença”. Pois salvar os bancos não significa que o povo passará a viver melhor – muito antes pelo contrário.
FONTE: http://caouivador.wordpress.com/2011/12/20/memorias-do-saque/

BREGA NÃO ESTÁ FORA DO "SISTEMA", MAS BEM DENTRO DELE


A VELHA MÍDIA PARAENSE SEMPRE DEU O MAIOR APOIO AO TECNOBREGA OU TECNOMELODY. Por Alexandre Figueiredo O brega e seus derivados nunca estiveram tão hegemônicos hoje em dia. E como é possível negar essa hegemonia, achando que todos esses "movimentos" estão fora da mídia ou representam a morte da indústria fonográfica? Só quem é ingênuo acredita que esses "sucessos populares" estão excluídos do grande eixo da velha grande mídia. Quando muito, eles não "acontecem" em âmbito nacional, mas sempre ganham espaço na mídia oligárquica, seja ela nacional ou regional. Só mesmo a dor-de-cotovelo de "pensadores" como Pedro Alexandre Sanches para dizer, até com suspeita convicção, que os bregas são a "nova música alternativa" do Brasil. Aonde? Na casa da Carochinha? Está na cara que esse "universo" musical sempre foi hegemônico no mercadão brasileiro, apenas os preconceitos "sem preconceitos" da intelectualidade "divinizada" insistem em ignorar, até com certa arrogância. Se o tecnobrega, o "funk carioca" e o "brega de raiz" soam novidade para uma geração de intelectuais de classe média alta tidos como "formadores de opinião", o problema é deles. Eles durante muito tempo ficaram isolados em seus apartamentos, ouvindo Chico Buarque até cansarem, e hoje estão muito cansados - seja no sentido da exaustão, seja no sentido do "movimento" Cansei - de ouvi-lo. O aspecto hegemônico é claro. Seus sucessos rolam nas rádios de maior audiência em suas regiões. A maioria esmagadora delas controlada por grupos oligárquicos claramente conservadores. É só comparar alguns exemplos: 1) A Beat 98, que toca "funk carioca" e "pagode romântico", é controlada pelos mesmos irmãos Marinho da Rede Globo de Televisão, o que mostra o tom ideológico dessa rádio que só um tolo definiria como "alternativa". 2) A Nativa FM, que toca "sertanejo" e "pagode romântico", é controlada pela famiglia Camargo, a mesma que empastelou a cultura rock através da 89 FM paulista e cujo patriarca, José Camargo, já foi filiado à ARENA e ao antigo PDS. Sua franquia carioca é bancada pelos Diários Associados, do "condomínio" herdeiro de Assis Chateaubriand. 3) A Bahia FM, que toca "pagodão baiano", axé-music, "pagode romântico" e "forró eletrônico", é controlada por herdeiros do ex-governador e antigo senador Antônio Carlos Magalhães, o ACM. 4) A Rádio Arco-Íris FM, do interior de Minas Gerais, de propriedade do tucano Aécio Neves, toca "sertanejo" e "forró eletrônico". 5) A Rádio O Liberal FM, que sempre divulgou o tecnobrega ou tecnomelody, além de tocar outros estilos como "sertanejo" e "forró eletrônico", é de propriedade da famiglia Maiorana, poderosa oligarquia midiática do Pará. 6) O Grupo RBS, da famiglia Sirotsky, é um dos maiores divulgadores da "tchê music", "movimento" que mistura "sertanejo" e axé-music. 7) A Band FM, que toca "sertanejo" e "pagode romântico", é de propriedade da famiglia Saad, descendente do ex-governador paulista Adhemar de Barros. São apenas alguns exemplos. Mas se garimpar, existirão outros, ligados a oligarquias regionais, incluindo até mesmo rádios comunitárias apropriadas por deputados estaduais. O que mostra o quanto o brega-popularesco, a suposta "verdadeira música popular", não está fora do establishment e nem de longe ameaça os interesses dos barões da velha mídia. Muitos de seus ídolos até reclamam de barriga cheia da "falta de apoio" da velha mídia, mas ela sempre lhes arruma algum espaço. O mercadão popularesco é tão somente mercadão, movido por interesses financeiros, educado pela indigência radiofônica. É o "folclore brasileiro" segundo a visão dominante da velha mídia, voltado para o consumismo e para o marketing. Mas que em nada acrescenta à natural evolução cultural do povo brasileiro. FONTE: http://mingaudeaco.blogspot.com/2011/12/brega-nao-esta-fora-do-sistema-mas-bem.html

Convenções partidárias: o Tambaqui está fora da chapa


Tanto em Belém como em Santarém nunca vi um quadro pré-eleitoral tão chulo, tão sem alternativas. As convenções são o exato espelho da nossa vida partidária, partidos que nada mais são do que amontoados de grupos de interesse, dedicados de tempo integral à intriga e aos conchavos os mais estapafúrdios e anti-sociais. (resende.com.br) Neste fim de semana de convenções partidárias o popular tambaqui está a 12 reais o quilo no principal centro de abastecimento de Santarém. O pirarucu, a despeito da grande fartura da espécie, está por inacreditáveis 25 reais o quilo. Um dos preferidos dos eleitores mais pobres, o aracu, variando entre 10 e 12 reais no Mercadão 2000. É óbvio que estes temas assim "rasteiros" não entram nas pautas dos partidos. Nem dos governos. Só interessam à massa dos eleitores pobres, cada vez com mais dificuldades de se alimentar de modo sadio, consumindo produtos de que a região é riquíssima: o pescado. Assim como as convenções não tratam destes assuntos "vulgares", não se interessam pelos assuntos de fundo, não tratam das questões básicas do povo, como a alimentação caríssima, a falta de limpeza da cidade, o abandono do interior, não têm um projeto de sociedade, enfim. Se não pensam no presente, como pensar o futuro da educação, do saneamento, da saúde pública, da autoestima do zé-povo? As convenções partidárias são o exato espelho da nossa vida partidária, partidos que nada mais são do que amontoados de grupos de interesse, dedicados de tempo integral à intriga e aos conchavos os mais estapafúrdios e anti-sociais. E assim esses grupos chegam ao governo e às assembleias, para desenvolver projetos que beneficiam a si próprios e fazer discursos dizendo uma coisa para, nas cozinhas das câmaras e assembleias fazer aquilo que os motiva: vantagens a si próprios. Capazes de fazer qualquer negociação à revelia dos eleitores, promovem alianças entre deus e o diabo, prova de que seus interesses pessoais valem muito mais do que o respeito ao povo que os sustenta com seu trabalho e seus impostos. Tanto em Belém como em Santarém nunca vi um quadro pré-eleitoral tão chulo, tão sem alternativas. Moro em Belém e voto em Santarém. Se votasse na capital, talvez por birra escolheria o pior dentre os que têm alguma chance de ir ao segundo turno: José Priante, do PMDB. Seria a segunda vez que votaria nesse partido. A primeiro foi logo após o fim da ditadura, quando votei em Jáder para governador, o tio do Priante. Naquele momento ainda nos enganávamos que estávamos votando em alguém que se contrapôs ao regime militar. Triste engano: meses depois da posse a Polícia de Jáder deu, literalmente, um pisão no peito de dom Erwin Krautler, o lutador de Altamira. Qual a diferença com o regime durante o qual tantos nos ludibriaram, passando de democratas da boca para fora? Como sou eleitor de Santarém, não identifico um nome sequer em quem votar. Talvez vote no Tambaqui, ou no Aracu. Quem sabe a Cangoia! Como a esperança é última que morre, quem sabe da próxima vez alguém se lembre de levá-los às convenções, pelo simbolismo do que representam: os anseios populares por governos com um mínimo de decência, com um mínimo de sinceridade no que falam. Mas isso só pode ser obra coletiva da sociedade. Dia chegará em que, ao menos, teremos, nós eleitores, um mínimo de possibilidade de influir na escolha dos candidatos e que não sejamos apenas obrigados a votar em indivíduos e grupos escolhidos por eles mesmos, na escuridão da ilegitimidade. FONTE: http://blogmanueldutra.blogspot.com.br/2012/07/convencoes-partidarias-o-tambaqui-esta.html